"Não atrapalhei, nem ofendi ninguém" diz Maurício Meirelles

Humorista diz que o CQC trouxe benefícios para sua carreira de comediante stand up



O comediante Maurício Meirelles foi um dos últimos contratados do CQC. Com poucos meses de cargo já se viu envolvido em confusões típicas do programa, em abril chegou a ser usado como estopim para uma guerra entre os jornalistas e o programa. O CQCsoube lidar bem com a situação, assim como todas as outras, mas quisemos saber um pouco mais da opinião de Maurício sobre o rumo que o jornalismo humorístico está tomando.

Nesta entrevista ele conta como o CQC trouxe benefícios para sua carreira de comediante stand up, como tem agido diante das polêmicas do programa e dá sua opinião sobre a forma que as notícias devem ser transmitidas.

Portal Stand Up Comedy Brasil: Você foi um dos últimos humoristas a entrar no CQC. Quanto sua carreira no stand up mudou após essa contratação?

Maurício Meirelles: Não tive muito tempo para sentir mudanças. O que acaba acontecendo é que sua exposição aumenta e mais pessoas acabam conhecendo seu trabalho. Os shows dão uma melhorada de público, mas nada é instantâneo. A principal mudança é o critério da plateia. Por você ser da TV, ela tem uma expectativa maior de quando você não é.

Stand Up: Após o ocorrido na coletiva de imprensa de Hillary Clinton, você tem se contido mais nas suas reportagens com o CQC?

Maurício: Tô da mesma forma, até porque o que aconteceu no caso Hillary Clinton não foi nada demais. Foi mais um exagero da parte de alguns jornalistas do que um exagero da minha parte. Fiz o trabalho que fui proposto a fazer e ponto. Não atrapalhei, nem ofendi ninguém.

Stand Up: Para você existe a democracia na apuração da informação, onde todos os veículos têm o direito a participar da mesma forma dos eventos?

Maurício: Da mesma forma que o CQC vai fazer uma cobertura mais irreverente do evento, tem jornalistas fazendo uma cobertura mais séria, outros jornalistas fazendo uma cobertura parcial, outros jornalistas fazendo uma cobertura atacando o governo, outros jornalistas fazendo uma cobertura defendendo o governo. Se definir qual tipo de jornalista pode cobrir e qual não pode, vai gerar um grande problema de comunicação.

Stand Up: Você acredita que a imprensa tem uma imagem de que o CQC é um programa polêmico e por isso age com certo preconceito com os seus repórteres?

Maurício: Não é a imprensa em geral. Grande parte é parceira ao dividir a mesma pauta. Mas, como tudo, existe um nicho de jornalistas que não gostam do nosso trabalho. Não acho que tenha a ver com polêmica, mas sim com a forma mais irreverente e abusada de como conseguimos informações. É mais pelo estilo do programa.

Stand Up: Em um país onde a tv aberta está presente na maioria dos municípios, você acha importante que a informação seja passada de forma mais leve e descontraída para assim ser mais bem assimilada?

Maurício: Acho que a informação deve ser passada tanto de uma forma descontraída, como também de uma forma mais formal. Tem público para todos os gostos. O importante é passar a informação.

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