No CQC, o prefeito Roberto Sobrinho é chamado de “cara de pau”

“Com todo o respeito, o senhor tem uma cara de pau", disse Marcelo Tas sobre prefeito

Logo no início do programa CQC de segunda-feira (19), que vai ao ar pela TV Bandeirantes, estava claro que iria sobrar para o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho. O apresentador Macelo Tas falou do quadro Proteste Já, dizendo que muita gente tentou impedir que a matéria fosse exibida. Depois disso, foi dito que Papai Noel não passou em Porto Velho, e que esse negócio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) fazer o Brasil crescer a qualquer custo gera problemas.

Na reportagem, Ronald Rios começou explicando que Porto Velho é a cidade que mais recebeu recursos federais e classificou os viadutos como um elefante branco. Em seguida o jornalista Paulo Andreolli foi entrevistado, explicando que cinco viadutos começaram a ser construído há quatro anos.

“Se essas obras estivessem sendo executadas pelas usinas, teriam ficado prontas em três ou quatro meses. Os viadutos começaram com R$ 89 milhões, mas agora estão em R$ 140 milhões”, disse Andreolli.

Em seguida, o repórter Ronald Rios mostrou cenas dos viadutos com obras paralisadass e disse que estranhamente, depois que o CQC fechou a pauta, a prefeitura recomeçou as obras.

Depois disso, Walmir Cunha foi entrevistado na reportagem, denunciando que anteriormente apenas carros pequenos passavam pelo desvio da BR-364. “Com a bagunça que a prefeitura fez, aqui fica lotado de caminhões”, reclamou.
O lado cômico do CQC entrou em ação. Apareceram cenas da poeira levantada pelos caminhões e o repórter Ronald Rios ficou tossindo, para em seguida perguntar a Walmir Cunha se ele achava que o local já estaria asfaltado se o prefeito passasse por ali. “Sim, que nem ele asfaltou a frente da casa dele”, respondeu.

Em seguida, Ronald Rios foi até a prefeitura, procurando por Roberto Sobrinho (PT). Uma funcionária disse que ele não tinha ido trabalhar. O repórter perguntou se era comum o prefeito faltar ao trabalho. Ela respondeu que o prefeito tem dia certo para ir até a prefeitura. “Quer dizer que hoje não é dia certo”, arrematou o repórter.

Para não perder a viagem, Ronald Rios foi procurar o vice-prefeito, Emerson Castro (PMDB), sendo informado que ele também não estava. Em seguida o repórter foi até a assessoria de imprensa da prefeitura. Bateu e ninguém abriu. Ele disse que estava ouvindo vozes lá dentro e ficou batucando na porta, que havia sido trancada.

No Dnit, a situação esquentou. Um funcionário disse que o CQC estava invadindo o local. O repórter disse que o órgão era público. O funcionário gritava que vestia a camisa do Dnit e que aquilo (a reportagem) era uma palhaçada. Mandou que a equipe se retirasse. O repórter disse que o funcionário estava nervoso e foi pegar água para ele.

Na reportagem, nem foram citadas as deficiências do Dnit nem as obras que estão sob a responsabilidade do órgão e que apresentam problemas. Ronald Rios tinha ido até lá para tentar falar com o diretor, para colher informações sobre o atraso nas obras dos viadutos, que está causando transtornos para a população em geral.

Em seguida o CQC entrevistou o prefeito eleito, Mauro Nazif (PSB), que disse lamentar a situação. Dois dias depois, Roberto Sobrinho telefonou para a equipe e concordou em conceder uma entrevista. Foi cômica.

Ronald Rios começou a entrevista dizendo que após a paralisação das obras, a empresa Canter pediu um aditivo de R$ 10 milhões, que foi aprovada no mesmo dia. A prefeitura entregou o dinheiro, mas mesmo assim a empresa abriu mão de executar a obra.

Roberto Sobrinho disse que não tinha essa informação, mas que se o Ministério Público entendesse que isso é irregular, deveria tomar as providências.

O repórter, então, mostrou um termo assinado pela prefeitura com o Ministério Público, se comprometendo em concluir as obras até dezembro. Ele disse ser cômodo o prefeito dizer que a culpa era das empresas.

Roberto Sobrinho, então, falou sobre o interesse do repórter em defender Porto Velho. “Alguém tem que fazer isso, prefeito”, respondeu Ronald Rios. Roberto Sobrinho disse que concluirá a obra em dez dias, e disse que isso acontecerá não porque o CQC veio a Porto Velho, mas porque ele (Roberto) tem um compromisso com a população.
Após o término da reportagem, Roberto Sobrinho levou mais algumas “pancadas” dos apresentadores. Marcelo Tas disse ter achado curioso Roberto Sobrinho ter dito que não é porque o CQC foi a Porto Velho que a obra ficará pronta, mas é que ele tem um compromisso com a população.

“Com todo o respeito, o senhor tem uma cara de pau... o senhor foi derrotado nas urnas, quem sabe por causa dessa bagunça aí. E agora diz que vai fazer em dez dias”, dispatou Marcelo Tas.

“Em dez dias nem será possível secar o cimento”, afirmou o apresentador Marco Luque. “Só depois que falamos com o eleito, é que o prefeito apareceu. Apareceu a margarida”, disse o apresentador Oscar Filho.

Em seguida, Marcelo Tas citou o comportamento do servidor do Dnit, que se irritou com a reportagem sobre obras paradas em Porto Velho, e perguntou: “Será que o cimento vai secar?”. “Não sei. Vamos ver se seca”, respondeu Marco Luque.

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