'Tas ao Vivo': já fazia stand-up na 3ª série, diz Marco Luque
Apesar de já ter trabalhado nas mais diversas áreas, Marco Luque soube desde cedo que possuía talento para o humor. Um dos principais comediantes da atualidade, o co-apresentador do CQC, atualmente com 38 anos, contou no Tas ao Vivo desta quarta-feira (29), exibido ao vivo pelo Terra, que, quando estava na 3ª série do ensino fundamental, antigo primário, já era incentivado a se apresentar em público, algo feito especialmente por uma professora da época.
"A professora, a 'vovó' Mafalda, parava a aula e eu ia lá na frente da sala fazer um mini stand-up por uns dez minutinhos. Ficava imitando o Zé Bonitinho, o Jerry Lewis, imitava coleguinha", contou Luque aos risos ao apresentador Marcelo Tas. "Acho que ela via um potencial ali, me encorajou a isso. Ela agora mora em Florianópolis e, no ano retrasado, fui fazer um show por lá e mandei irem buscá-la. Ela foi e chorou. Foi super legal esse reencontro."
O caminho para emplacar a carreira de comediante, no entanto, não foi fácil. Office boy quando mais jovem, Luque chegou a tentar ser jogador de futebol profissional, esporte no qual atuava como atacante, chegando a jogar em times da segunda divisão do Campeonato Espanhol. "Eu estava muito focado nisso. Acordava às 8h30, ia treinar durante a manhã inteira, voltava para o hotel onde morava para almoçar e, às vezes, voltava a treinar à tarde. Chegava em casa morto, ficava apenas de pernas para o ar. Para se ter noção (da dedicação), eu morava a 4 km de Portugal e nunca fui para lá", disse, sem lamentar muito o fato de o investimento físico no esporte não ter surtido resultados esperados.
"Acho que eu era meio ruim, não sei. Na real, não tinha também um empresário muito poderoso, porque, hoje em dia, ou você trabalha com o cara certo, ou não. O meu, no caso, era meu pai", comentou às gargalhadas.
Também fez bico como animador de festas infantis, ofício que considera até hoje um dos mais difíceis praticados durante sua vida - que incluem a profissão de office boy. Em certa ocasião, por exemplo, aceitou, por R$ 50 como pagamento, um trabalho a convite de um conhecido. "Fui como Pikachu. O cara me deu cinquentão, disse que tinha fantasia e tudo, e acabou sendo uma das piores experiências da minha vida. Perdi uns 2 kg dentro daquela roupa, debaixo de um calor de 40ºC. A brincadeira das crianças era chute no saco, tentar ver quem estava na fantasia. Mas eu dei meu jeito de me vingar: quando os pais estavam distraídos, eu dava umas barrigadas nelas."
Outro trabalho memorável foi o de monitor de acampamento infantil, ofício que inclusive acabou inspirando Luque a criar o Betoneira, um de seus personagens de humor - todos caricaturas de tipos variados, muitas vezes feitas com a ajuda de próteses removíveis no rosto para lhes dar mais veracidade. "Ele entrou como 'produtor' do show (o espetáculo Labutaria, em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo). O monitor é aquele cara que você nunca pode convidar para jantar na sua casa, porque ele domina tudo, fica chato. É o cara que puxa o 'parabéns a você' e o 'com quem será' em aniversários'. O que sabe todas as danças das baladas", explicou. "Mas ser monitor de acampamento era muito divertido. É algo em que você precisa ser um cara muito ativo, bem humorado, o último a dormir e o primeiro a acordar."
E a variedade de possíveis ocupações não para por aí. Com a fracassada experiência como futebolista na Europa, Luque resolveu voltar ao Brasil com o objetivo a faculdade de terminar a faculdade de artes plásticas, para a qual só faltava um ano. Apesar de nunca ter sido um profissional na área, ele garante manter a pintura como hobby - talento apresentado ao internauta por Tas durante o programa, através de uma tela feita pelo humorista. "Mas não me considero artista plástico, porque nunca fiz nenhuma exposição. Eu precisaria de tempo para isso, um ano para dar uma sequência boa de quadros", explicou.
Conhecido pelo jeito abobalhado com que se mostra no CQC, o humorista afirmou que tudo não passa de um personagem, apesar de se ver na vida real com algumas características semelhantes às do programa. "Sou desse jeito mesmo. Busco formas originais, caminhos diferentes para fazer ao coisas que as pessoas já fazem normalmente, de forma enquadrada. Por exemplo, amarrar o sapato. Faço o laço diferente de todos", brincou, demonstrando a técnica ao apresentador.
Fonte: Terra
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