Vanguarda do atraso

Edição teria "bajulado" Eduardo Paes, candidato à prefeitura do Rio

Programas como CQC deveriam se definir entre ser shows (pretensamente) humorísticos, como o Pânico, ou jornalísticos, e neste caso ter um comportamento ético adequado. Ao transformar jornalismo em entretenimento, o programa franqueado da TV argentina escorrega na ética, editando as entrevistas de forma que não permite conhecer a resposta do entrevistado. Isto pode ajudar o programa a disfarçar seu ranço reacionário e parecer moderninho e inteligente, diante de alvos (especialmente políticos) indefesos, mas está longe de ser jornalismo.

Pegue-se como exemplo a "matéria" com os candidatos a prefeito do Rio de Janeiro. Superficial, apenas ironizou os políticos, sem permitir uma única resposta sem cortes - exceção feita ao prefeito Eduardo Paes, tratado com uma deferência que beirou a bajulação.

Os cortes feitos na matéria não somente impedem a boa informação; ajudam a disfarçar a ignorância do ator-repórter, que desconhece o trem Maglev-Cobra - nem tão recente assim, já que está em desenvolvimento no Coppe desde 1998 - e acredita ser o projeto um devaneio do candidato Fernando Siqueira, apenas por ser este de um partido pequeno.

Fonte: Monitor Mercantil

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