Situação precária da Saúde Pública em Paulínia será exposta no CQC

Durante a gravação da reportagem no Hospital Municipal, houve princípio de confusão, que resultou na agressão à uma conselheira de Saúde

A situação da Saúde Pública de Paulínia frequentemente tem sido alvo de reclamação e denúncias de moradores, quanto a precariedade da prestação de serviços nesta área, que deveria ser uma das mais essenciais, quanto a investimentos. E essas reclamações geram várias denúncias que acabam se tornando temas de reportagens não somente na mídia municipal, como também na regional. E na tarde de ontem, quinta-feira, dia 19, os problemas que eram retratados não apenas mais do que em jornais da circulação regional, acabaram se tornando nacionais, após uma equipe do programa Custe o que Custar; o CQC da TV Bandeirantes vir até a cidade para gravar o quadro “Proteste Já”, onde são expostas irregularidades e dificuldades encontradas nas cidades do país.

Em frente ao Hospital Municipal, o repórter da atração, Oscar Filho ouviu vários manifestantes, como parentes de familiares que foram vítimas de mau atendimento, além de membros do Conselho de Saúde da cidade. No momento em que a equipe de TV entrou no hospital, houve um princípio de confusão quando os conselheiros tentaram entrar junto com o Oscar Filho. Os seguranças não deixaram os manifestantes entrarem, o que causou o confronto. Para evitar que ocorresse algum tipo de confronto, foram enviadas para o local nove viaturas policiais, sendo três da Polícia Militar e seis da Guarda Municipal; e enquanto isto a população sofre com a falta de policiamento e com o constante aumento nos casos de roubo e furtos a residências, estabelecimentos comerciais e veículos Uma das conselheiras que participaram do protesto afirmou ter sido agredida pelos seguranças e foi levada para a delegacia onde foi registrado um Boletim de Ocorrência por agressão. Já outro conselheiro, Ronaldo Santos de Souza, também reclamou ter sido agredido, ao ser prensado contra a porta por um dos seguranças.

Segundo informações da produção do CQC, a denúncia de mau atendimento no hospital chegou através de um homem que tentou atendimento para sua avó, e como não conseguiu, poucos dias depois a senhora morreu. Entre as reclamações dos pacientes está o fato do hospital não possuir estrutura suficiente para atender a demanda de atendimento e a falta de materiais básicos como lençóis, papel higiênico, roupões para pacientes, medicamentos, entre outros. Manifestantes chegaram a mostrar rolos de papel higiênico, dizendo que estavam doando os mesmos, como forma de criticar. A população também reclama da falta de atendimento e omissão de socorro em outros casos.

Há poucos dias uma senhora morreu após sofrer uma queda ao deixar o carro que dirigia em frente ao hospital por volta das 2h30. Na ocasião um segurança que estava de plantão prestou os primeiros socorros e a mulher morreu pouco tempo depois. De acordo com o Secretário de Saúde, esta pessoa deu entrada no hospital e uma investigação está sendo realizada para averiguar se houve omissão de socorro por parte do hospital.

O Secretário de Saúde de Paulínia, Marcos Aurélio Teixeira, afirmou que o sistema de saúde da cidade tem problemas, no entanto, eles estão sendo resolvidos no prazo mais rápido possível. Teixeira afirmou que a administração está fazendo compras de material para suprir a necessidade das unidades médicas da cidade e que ocorre é uma má distribuição entre ela, o que comprova a falta de gerenciamento na atual administração. Ontem o “Alerta Paulínia” trouxe o caso da interdição do Centro Cirúrgico de Paulínia devido a problemas de infiltração no prédio do Hospital Municipal, o que agravará a realização de cirurgias, o que provocará o adiamento de cerca de 2700 procedimentos no prazo de 90 dias, que deverá prejudicar em muito os moradores que precisam deste tipo de serviço. Já na última semana, trouxemos o caso de uma médica que teria se negado a fazer um parto, por ser a única pediatra de plantão no Pronto Socorro.

Situações como essas só demonstram o quanto o Poder Público Municipal tem deixado de atender da melhor maneira possível os moradores que pagam seus impostos, enquanto são gastos milhões com shows, festas e eventos. Passarela Esta é a segunda vez, que a produção do CQC vem até Paulínia retratar algum problema que vem acontecendo na cidade. Em maio de 2011, Oscar Filho foi até a Prefeitura de Paulínia para conversar com o Sr. Prefeito, porém a equipe não foi recebida pelo chefe do executivo.

O assunto era referente a construção de uma passarela em frente ao Condomínio Okinawa. O apresentador Oscar Filho, vestido de “múmia atropelada” ficou horas aguardando com sua equipe na recepção do Gabinete do Prefeito, mas sem sucesso, ninguém apareceu para dar satisfação.

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