“Se eu ficar me policiando…

...não vou fazer piada"

Com seu espetáculo de stand-up Putz Grill…, Oscar Filho se apresenta novamente em Curitiba. Em entrevista exclusiva, ele fala sobre a pressão de assumir a bancada do CQC e a vontade de fazer uma sitcom

Nas palavras de Oscar Filho, Curitiba talvez tenha sido a cidade – fora São Paulo – em que ele mais se apresentou com shows de humor. Isso não impede, entretanto, que o humorista e apresentador do CQC retorne neste sábado (14) a cidade com seu espetáculo de stand-up Putz Grill…, disposto a fazer a galera rir mais uma vez. “Geralmente falam que a plateia de Curitiba é mais criteriosa, difícil, mas eu nunca senti isso. Sempre fui muito bem recebido. Curitiba gosta de stand-up”, avalia Oscar.

Vencedor do 10º Premio Jovem Brasileiro na categoria melhor show de stand-up comedy, o espetáculo existe há mais de três anos. Preocupado em manter a identidade do show e, principalmente, em não enganar o público, Oscar conta que o texto pouco mudou neste período. “Na verdade, o Putz Grill… é um apanhado de textos que escrevi desde 2005. Eu não quis não mudar muita coisa desde que o formatei. A ideia é que, quando eu for montar algo completamente novo, ele terá outro nome. Assim o cara sabe que está assistindo o mesmo show de sempre”, avisa.

Mesmo assim, o humorista tem sempre casa lotada em seus espetáculos. Popular por conta do CQC, Oscar faz parte da leva de artistas de teatro especializados em stand-up que foram “engolidos” pela televisão nos últimos anos. Assim como Danilo Gentili, Dani Calabresa, Marcelo Adnet e muitos outros, ele aproveitou a tendência – que se popularizou também na internet – e agarrou oportunidades.

A mais arriscada, porém honrosa, surgiu em março deste ano, quando foi convidado para substituir de vez Rafinha Bastos na bancada do CQC. “Foi legal. No primeiro programa teve uma hora no Top 5 em que eu estava assistindo e quase esqueci que tinha um roteiro. Acho que estava à vontade até demais”, diverte-se o humorista. Com um estilo mais leve do que o de Rafinha, Oscar não se preocupa tanto com a possível repercussão que suas piadas podem ter.

“Não tem que ter essa preocupação. Se eu ficar me policiando, não vou fazer piada. E piada tem a ver com limite”, afirma. Para Oscar, é importante que o humorista erre a mão de vez em quando no seu texto para poder descobrir qual o limite para suas brincadeiras. “Não sei se tem um limite certo. O próprio humorista tem que fazer [suas piadas] até encontrar o dele. A base disso é não se censurar antes”.

Two and a Half-Man

Apesar de Rafinha Bastos estar muito mais para Charlie Sheen do que Oscar, o atual apresentador do CQC conta que curte muito seriados de comédia norte-americanos – as sitcoms –, em especial, Two And a Half-Man. O formato, que já foi experimentado em algumas séries por aqui, é um tipo que ele gostaria de fazer na tevê. “Mas não sei se tem espaço para isso no Brasil”, diz.

Por isso, ele continua se dedicando ao CQC e aos seus shows solo no teatro. Atualmente, Oscar diz já estar escrevendo seu próximo espetáculo, se inspirando em situações do dia a dia, coisas que acontecem com ele e até notícias jornalísticas. Na internet, ele mantém contato com os fãs e também não deixa de analisar seu público. “Gosto de prestar atenção no que as pessoas estão gostando de assistir para fazer uma junção do que eu quero dizer com o que eles querem ouvir”.

Fonte: Gaz+

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