Oscar Filho critica o crescimento desordenado do stand-up
E mais: Humorista também falou sobre o “CQC”
Natural de Atibaia, interior de São Paulo, Oscar Filho viu uma oportunidade de seguir na carreira de ator quando se mudou para a “Terra da Garoa”. Ele, no entanto, acabou caindo de paraquedas como um dos repórteres do “CQC”, da Band, e hoje, além de fazer parte da equipe do programa, atrai milhares de pessoas a seus shows de stand-up.
Aliás, embora ele já fizesse apresentações de humor, ao se tornar um dos repórteres engravatados da atração houve um aumento significativo dos shows. Vale destacar que a prática de stand-up já era costumeira em outros países, como nos Estados Unidos, e virou febre em pouco tempo em terras tupiniquins. O problema agora é driblar a quantidade – massiva - de pseudo-humoristas e suas performances, muitas vezes sem graça alguma.
No início de agosto, Oscar Filho volta a São Paulo em cartaz com seu show de humor, o “Putz Grill”, que viaja pelo país desde 2008. Para ele, o crescimento acelerado de humoristas no Brasil tem um lado bom e um ruim.
“O que acho legal no stand-up é que você não precisa de especialidade em nada para fazer. Só precisa ser engraçado e escrever bem. A parte boa também é que o show é democrático. Mas a parte ruim é que qualquer um acha que pode fazer. Tem alguns professores que chegam em mim e comentam: ‘Eu também faço várias piadinhas durante as minhas aulas’”, contou Oscar em entrevista exclusiva ao Famosidades.
Para ele, ainda há a necessidade de amadurecimento do público e também dos profissionais do humor. Mesmo assim, ele é otimista: “As pessoas estão aprendendo o que é, não sabem criticar ainda. O stand-up é muito aberto, tem os caras bons e os ruins. Mas a qualidade dos textos tende a melhorar. Hoje vemos muita gente boa à frente e atrás das câmeras na TV, como Rafinha Bastos, Danilo Gentili. Isso é bacana porque melhora a qualidade dos programas”.
Fonte: Primeira Edição
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