Humorista do CQC convida capixabas a deixar a seriedade de lado na peça "Não leve a sério"

Humorista promete fazer um “show inesquecível para os capixabas”


“O espetáculo não é recomendado para vizinhos que reclamam do barulho, eco-chatos, apreciadores de pizza de rúcula e fãs de cinema iraniano”. Esses são os “pré-requisitos” recomendados pelo humorista Maurício Meirelles para quem quiser assistir ao seu espetáculo Não leve a sério, neste sábado, no Teatro da UFES em Vitória.

Estas "precauções", segundo Maurício, é porque o humor no Brasil passa por um período de patrulhamento, que ele classifica como “Humorfobia”. “Uma simples piada descomprometida pode ser levada bastante a sério”, explica Meirelles, que ficou conhecido como repórter do programa Custe O Que Custar , ou simplesmente “CQC”.

Fazendo stand up há seis anos - além já ter sido roteirista de TV e cronista - o humorista promete fazer um “show inesquecível para os capixabas”. Então, se você gosta de pizza portuguesa e de um bom filme arrasa-quarteirão, confira o bate-papo que o publicitário teve com o Jornal Folha Vitória.

PS: Mas se você gosta de pizza de rúcula, defende a natureza e ama o cinema iraniano, mas leva a vida com humor, “Não leve a sério” é uma boa pedida para sua noite de sábado. Bom espetáculo para todos!

Folha Vitória: Como é o stand up “Não leve a sério”?
Maurício Meirelles:
Atualmente estamos vivendo um momento muito chato que chamo de "Humorfobia", onde uma simples piada descomprometida pode ser levada bastante a sério. A ideia do espetáculo é reunir os mais diversos temas cotidianos e fazer um convite ao "descomprometimento". Longe de gerar polemica, ofender, humilhar, ser chato ou sem graça. É só pra rir bastante sem comprometimento durante 1 hora e meia sobre um alfinete ou até mesmo a vida em Vitória.

FV: Você é formado em publicidade. Como foi a transição do mercado publicitário para a comédia?
MM:
A Publicidade tem muito humor em suas campanhas. Cheguei a fazer muito filme de propaganda com esse propósito. É muito próximo. Mas a grande vantagem é o ritmo e critério publicitário, que me deram muita agilidade para pensar rápido e, principalmente, fazer humor com qualquer coisa.

FV: Você lançou o livro “E se o stand up Virasse Livro?” Existe diferença em transformar textos originalmente criados para serem encenados para livro? Como fazer isto sem que o texto deixe de ser engraçado?
MM:
Existe uma grande adaptação, já que tenho a limitação de não expressar com olhar ou com o rosto aquilo que estou dizendo. Logo, priorizei mais o texto de crônicas do que o texto encenado. Um bom texto escrito dá certo tanto escrito quanto falado. Já um bom texto encenado não necessariamente é um texto bem escrito e engraçado.

FV: E como foi entrar no “CQC”, depois da saída do Rafinha Bastos?
MM:
Muita gente acha que entrei no lugar do Rafinha. Os testes para o CQC começaram antes mesmo da Wanessa Camargo engravidar. Acabei entrando nesse momento turbulento, o que gerou muita comparação no começo. Mas agora acho que já conquistei meu espaço, meu público e muita gente têm gostado bastante do meu trabalho. Tô bem feliz.

FV: Durante o encontro entre Hillary Clinton com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, aconteceu uma confusão entre você e alguns dos repórteres presentes, quando você tentou entregar uma máscara a secretária. Você acha que o humor – como vocês fazem no CQC – cabe em todas as situações?
MM:
Essa história da Hillary foi mais um exagero do que uma confusão. Depois que o CQC mostrou as imagens do que aconteceu, as reclamações acabaram. Acontece que, sim, o CQC é muito mal visto por alguns jornalistas, que acham nosso trabalho menos importante que o deles. A nossa função é contestar todos os lados e isso sempre vai gerar conflito de opiniões.

FV: “O espetáculo não é recomendado para vizinhos que reclamam do barulho, eco-chatos, apreciadores de pizza de rúcula e fãs de cinema iraniano”. O que você quis dizer com isso?
MM:
Que se você for uma pessoa chata e não quer se divertir, por favor, nem vá. :)

FV: Convide o público capixaba para o seu espetáculo.
MM:
Estou a seis anos fazendo stand up e prometo fazer um show inesquecível pros capixabas. Vou chegar mais cedo na cidade para escrever coisas próprias sobre Vitória. Por isso, conto com todos vocês. Principalmente porque Vitória tem as mulheres mais bonitas e os homens mais legais do país (sim, puxei o saco).

Serviço
Não Leve a Sério com Mauricio Meirelles
Local: Teatro Universitário da Ufes
Data: 21 de julho - Sábado
Horário: 20 horas
Ingresso: R$ 60,00 (inteira) / Estudante (Meia): R$ 30,00 / Idoso (Meia): R$ 30,00
Vendas: Bilheteria da UFES das 15 às 20h / www.ingresso.com
Mais informações: (27) 3222-7815 /(27) 3335-2953 /(27) 9964-4884

0 Response to "Humorista do CQC convida capixabas a deixar a seriedade de lado na peça "Não leve a sério""

Postar um comentário

© 2013 Fã Clube Band - Todos os direitos reservados.