As pessoas de Luque
Toda semana, o comediante Marco Luque lota o Teatro Procópio Ferreira com a sua ‘Labutaria’. Conversamos com as cinco estrelas da esquete
Muito antes de ser conhecido pelo programa ‘CQC’, Marco Luque já fazia sucesso com seus personagens na peça ‘Terça Insana’. Mas apesar de famosas em apresentações individuais, as várias pessoas criadas por Luque nunca tinham estado juntas. “Eu queria iniciar meu trabalho solo no palco com esses personagens fortes”, afirma. “A plateia merecia vê-los juntos”.
Foi assim que nasceu, há dois anos, o Labutaria. Durante a esquete, cinco personagens se revezam no palco para conversar com a plateia. Além das boas piadas, Luque é criativo nas transições entre os personagens: para o palco não ficar vazio, o humorista é auxiliado por um telão, que entretém a plateia.
O sucesso é tanto que Luque fará, durante o mês de julho, uma sessão extra às quartas-feiras. Fomos aos bastidores para conversar com os personagens – e apresentá-los a você.
ONDE: Teatro Procópio Ferreira (671 lug.). R. Augusta, 2.823, Cerq. César, 3083-4475.
QUANDO: 3ª e 4ª, 21h.
QUANTO: R$ 70.
Na ‘Terça Insana’, Betonera era um monitor de acampamento. Em ‘Labutaria’, ele foi promovido e trabalha na equipe do teatro.
Os atores da peça não parecem estar muito satisfeitos com seu trabalho.
Bom, sou um cara esforçado, mas ainda sou juvenil. É o meu primeiro trabalho como produtor. Eu quero que todo mundo tenha paciência, porque um dia eu chego lá.
Em julho, você vai trabalhar mais ainda. Tudo bem por você?
Estou muito contente, porque é sinal que o público está gostando. Gosto dos aplausos que recebo. Estou pensando em lançar um show solo meu, de stand-up comedy.
Silas Simplesmente é conhecido por seu figurino chamativo. Ele compartilha sua experiência como taxista com o público.
Dirigir em São Paulo é difícil. Você não se estressa com o trânsito?
Olha, o trânsito realmente é caótico, mas sou um cara ‘retrospectivo’. O importante é que meu cliente tenha uma viagem incrível do destino ao ‘redestino’.
Você fala um pouco de inglês. Os clientes se impressionam?
Eles gostam bastante. Aprendi meu inglês carismático vendo filmes do Rambo e do ‘Schwarzeneggers’.
Mustafári é um paulistano que se mudou para a Bahia. Ele prega a religião do ‘Mustafaraísmo’, para levar uma vida mais ‘saudável’.
Você se livrou da correria da cidade. A vida é melhor assim?
Fui ter uma experiência incrível. Me vi, reconheci e renasci. Você também deveria ir para o Mustafaraísmo.
Dá para ser assim em uma cidade grande?
Dá. O importante é ter os princípios básicos. Amar o próximo, não comer carne, não usar xampu, não raspar os pelos do corpo – faça tererê neles.
Mary Help é uma empregada terceirizada, que se divide entre três empregos.
Seu nome mesmo é Maria do Socorro. Por que você virou Mary Help?
Eu não gosto que me chamem de Maria do Socorro. Meu nome é Mary Help, por favor. É mais show. Os ‘homem’ repara mais.
Dá tempo de trabalhar em três lugares?
Não tenho tempo de dormir, mas durmo na condução.
Você gosta de limpar aviões?
É meu sonho. Não vejo a hora de me esquecerem lá, para eu ‘avoar’.
Jackson Five é um motoboy que ficou conhecido pelo bordão ‘É nóis, Queiroz!’.
Você já teve muitos acidentes no trânsito?
Os acidentes que ‘nóis sofre’ é o mesmo que um pernilongo sofre em um acampamento: cada tapa é um capote. Mas a gente se levanta.
É difícil dividir seu tempo entre as entregas e o teatro?
O teatro é rapidão, venho só dar um salve, para conscientizar as pessoas e deixar um ‘dilema’ para elas ‘flexionarem’: motoboy também é humano.
Na ‘Terça Insana’, Betonera era um monitor de acampamento. Em ‘Labutaria’, ele foi promovido e trabalha na equipe do teatro.
Os atores da peça não parecem estar muito satisfeitos com seu trabalho.
Bom, sou um cara esforçado, mas ainda sou juvenil. É o meu primeiro trabalho como produtor. Eu quero que todo mundo tenha paciência, porque um dia eu chego lá.
Em julho, você vai trabalhar mais ainda. Tudo bem por você?
Estou muito contente, porque é sinal que o público está gostando. Gosto dos aplausos que recebo. Estou pensando em lançar um show solo meu, de stand-up comedy.
Silas Simplesmente é conhecido por seu figurino chamativo. Ele compartilha sua experiência como taxista com o público.
Dirigir em São Paulo é difícil. Você não se estressa com o trânsito?
Olha, o trânsito realmente é caótico, mas sou um cara ‘retrospectivo’. O importante é que meu cliente tenha uma viagem incrível do destino ao ‘redestino’.
Você fala um pouco de inglês. Os clientes se impressionam?
Eles gostam bastante. Aprendi meu inglês carismático vendo filmes do Rambo e do ‘Schwarzeneggers’.
Mustafári é um paulistano que se mudou para a Bahia. Ele prega a religião do ‘Mustafaraísmo’, para levar uma vida mais ‘saudável’.
Você se livrou da correria da cidade. A vida é melhor assim?
Fui ter uma experiência incrível. Me vi, reconheci e renasci. Você também deveria ir para o Mustafaraísmo.
Dá para ser assim em uma cidade grande?
Dá. O importante é ter os princípios básicos. Amar o próximo, não comer carne, não usar xampu, não raspar os pelos do corpo – faça tererê neles.
Mary Help é uma empregada terceirizada, que se divide entre três empregos.
Seu nome mesmo é Maria do Socorro. Por que você virou Mary Help?
Eu não gosto que me chamem de Maria do Socorro. Meu nome é Mary Help, por favor. É mais show. Os ‘homem’ repara mais.
Dá tempo de trabalhar em três lugares?
Não tenho tempo de dormir, mas durmo na condução.
Você gosta de limpar aviões?
É meu sonho. Não vejo a hora de me esquecerem lá, para eu ‘avoar’.
Jackson Five é um motoboy que ficou conhecido pelo bordão ‘É nóis, Queiroz!’.
Você já teve muitos acidentes no trânsito?
Os acidentes que ‘nóis sofre’ é o mesmo que um pernilongo sofre em um acampamento: cada tapa é um capote. Mas a gente se levanta.
É difícil dividir seu tempo entre as entregas e o teatro?
O teatro é rapidão, venho só dar um salve, para conscientizar as pessoas e deixar um ‘dilema’ para elas ‘flexionarem’: motoboy também é humano.
Fonte: Estadão
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