Sílvio e Tas aconselham jovens a “se incomodarem com o mundo e buscarem alternativas para suprir o que ainda falta”
A tarde de hoje começou ansiosa por todos que aguardavam na plateia. O motivo eram os dois palestrantes que estavam por vir: Silvio Meira e Marcelo Tas. O primeiro é o cientista do C.E.S.A.R. e presidente do Porto Digital. Já Tas é jornalista e editor de TV. Ambos são reconhecidos, nacionalmente, pelas experiências e pelo sucesso que possuem em cada atividade que realizam.
Atingindo as expectativas, Sílvio Meira palestrou sobre o tema Inovação empreendedora. E, logo no início, ele se propôs a questionar o público sobre o que seria “inovação”. E ele explicou da forma mais simples que encontrou – utilizando gráficos e junção de palavras. “Inovação é algo que precisa de cultura, criatividade e tecnologia juntas. E inovar é ser empreendedor”, afirmou.
Ele ainda aconselhou que aqueles os quais desejam subir de patamar na vida precisam “se incomodar com o mundo ao redor”. “É necessário ver o que está faltando no mundo e criar alguma alternativa para suprir essa falta. Mas, na verdade, o que a maioria das pessoas faz é achar o mercado já suficiente. E são essas criaturas que acabam se perdendo”, frisou Meira.
Marcelo Tas, por sua vez, acompanhou do palco toda a palestra de Sílvio. E aproveitou o ensejo para seguir a linha de raciocínio do colega. No entanto, voltado para a área da comunicação. Mais especificamente, ao campo televisivo. Ele iniciou contando a trajetória pela qual havia passado. Assim, lembrou o público sobre os personagens os quais ele já interpretou, desde o jornalista Ernesto Varela, passando pelo expert do Castelo-Rá-Tim-Bum que era conhecido pelo “’Por que sim’ não é resposta”, até chegar aos dias de hoje, comentando sobre o programa atual Custe o Que Custar (CQC).
“Na nossa época, os professores escreviam o conteúdo da aula no quadro e os alunos só faziam copiar. Aquele assunto era a única fonte de informação. Hoje, as coisas já não são mais assim. Informação está em todo lugar e em tempo real. Se não nos voltarmos para as mídias, estamos perdidos”, opinou.
Ainda foi destacado que pelo jornalista que, em todo campo do mercado de trabalho, é necessário ter o “feedback” do consumidor. O exemplo de Tas foi com relação ao CQC, que, durante o programa, os repórteres acessam o Twitter e conseguem acompanhar a avaliação da audiência sobre os quadros que estão no ar. “Graças a essa tecnologia, a gente consegue explicar ao que não foi bem compreendido ou dar uma modificada no que estávamos falando e que acabou não agradando”, explicou.
Após as apresentações de Sílvio e Tas, houve um debate entre ambos, mediado pelo coordenador científico do CPEJE, Pierra Lucena. Uma das perguntas foi com relação a como fazer novos contatos e adquirir o mesmo sucesso que os dois palestrantes. Como resposta, Silvio e Tas afirmaram que é preciso “viver o agora”. “Não adianta ficar ansioso porque você está perdendo alguma coisa ou pensando que você precisa encontrar alguma informação. Viva o presente e tenha foco no que está ao seu redor. São essas pessoas que estão próximas a você que podem compor seu melhor ciclo de relacionamento”, finalizou Tas.
Fonte: Blog do CPEJE
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