"O público tá chato", diz Rafael Cortez na Virada

Comediante acha que o programa ficou pior sem Rafinha Bastos



O comediante Rafael Cortez, do programa "CQC", participou de conversa com o público da Virada Cultural no largo de São Bento. Em encontro promovido pela Libre (Liga Brasileira de Editoras), Cortez divulgou a versão em áudio livro que fez do romance "Meu Pé de Laranja Lima", de José Mauro Vasconcelos.

Um dos temas mais abordados pelo público foi sobre os limites do humor.

"O limite é o bom senso. Todo mundo tem o direito de falar o que quiser. Mas se falar merda, tem que ser responsável por isso."

Outro assunto em questão foi o comediante Rafinha Bastos e sua piada de comer Wanessa Carmargo e seu bebê. Por conta disso, a cantora processou o comediante, que acabou saindo do "CQC".

Perguntado se achava justa a saída de Rafinha do programa, Cortez disse: "Achei, porque ele quis ir embora. Ele tomou uma advertência e quis ir embora. Sinto muito a falta dele, achei que o programa ficou pior sem ele."

Questionado se há censura hoje na TV, Cortez falou que hoje o papel é exercido pelo público. Para ele, um exemplo positivo disso ocorreu na última edição do programa "BBB", da qual o participante Daniel Echaniz foi expulso por pressão do público, após suspeitas de que teria molestado a colega de confinamento Monique Amin.

"Mas às vezes o público tá chato pra caramba. Piada é piada. A gente não pode levar as coisas tão a sério."

Fonte: Folha

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