Domingão do Rafinha
Ex-CQC afirma que não guarda mágoas de saída da Band
Estar ao lado de Rafinha Bastos é um convite a embarcar em polêmicas. Mas seus colegas que estreiam neste domingo, 27, na versão brasileira do tradicional humorístico americano Saturday Night Live – ironicamente no domingo, às 20h30 na RedeTV! – não estão preocupados. Muito pelo contrário. A presença de Rafinha virou mote de piadas entre o elenco. “A gente pode falar o que quiser, quem vai ser processado é o Rafinha”, diz Fernando Muylaert (que ganhou projeção no Vida Loca Show, no Multishow), um dos nove atores contratados pelo ex-CQC que é o produtor-executivo da atração.
A piada no SNL, cuja versão original é exibida no canal a cabo Sony, começa no nome, que remete ao dia da exibição nos Estados Unidos. “As pessoas não sabem falar inglês. É só dizer que saturday quer dizer domingo. Elas acreditam”, ironiza Rafinha. Ele até tentou emplacar a atração no dia certo. “Há questões mercadológicas. O sábado não é um dia financeiramente aprazível na televisão”, diz ele, vencido. Na prática, seu programa deve concorrer com o Pânico na Band.
O programa se divide entre esquetes de humor com sátiras a personagens e situações reais, normalmente com temas da atualidade, e números musicais com convidados famosos. O receio de se envolver em (novas) encrencas, no entanto, tem pairado sobre os artistas. “Tem gente que disse que quer vir, mas só no segundo mês”, contou Rafinha.
Para o anfitrião, outra dificuldade é trazer nomes de peso, um dos grandes trunfos do programa original americano. “A RedeTV! não tem uma audiência absurda, que faça os olhos das celebridades brilharem”, reclama ele. Até sexta, apenas a cantora Marina Lima havia confirmado a presença. “Lá (EUA), o convidado fica disponível para gravar por cinco dias.”
Mas Rafinha teve carta branca para montar mais de uma dezena de cenários. “Não estou falando isso porque estou recebendo em dia”, ironiza, em menção ao problema enfrentado pela emissora com salários atrasados no ano passado.
Rafinha promete inovação. “Os esquetes que a gente conhece são o Zorra (Total) e A Praça É Nossa. Estamos fazendo coisas diferentes para buscar a nossa vez.”
E ele, que chamou Daniela Albuquerque – mulher de Amílcare Dallevo, um dos donos da RedeTV! – de “cadela” e disse que “comeria Wanessa Camargo e o bebê”, prepara seu arsenal. “Será sempre factual. Se o Thor Batista matar mais 15 pessoas, vamos falar dele. Não pretendo ofender muito as pessoas. No humor, invariavelmente vou. Não tem como ter controle.”
A diretora da atração, Tininha de Araújo, se diz tranquila. “Não tenho nenhum receio de polêmicas. O Rafinha tem opiniões fortes, sabe exatamente o que quer.”
Olhando para trás, Rafinha diz que não guarda mágoas da saída da Band. “Falo do CQC com o maior carinho. Tem gente lá dentro que faria bem o SNL, como Marco (Luque) e o Oscar (Filho).”
Fonte: Estadão
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