Vida de repórter: Os desafios e as recompensas da profissão, através do olhar feminino
Uma profissão que não tem nada de monotonia
Na última quarta-feira (16) comemorou-se o dia do repórter. Profissional responsável por levar à população os acontecimentos mais relevantes que ocorrem na região e no país.
Nada mais apropriado como forma de homenagear a classe do que sintetizar para o público as tarefas diárias que movem esses profissionais, na tentativa de deixá-lo atualizado e engajado nos fatos de interesse comum.
Um repórter é movido por desafios e tem uma vida que em nada combina com rotina e monotonia. Os acontecimentos que se sucedem impulsionam o seu trabalho, que basicamente se resume em “narrar os fatos, transmitindo ao receptor o retrato mais aproximado possível da realidade”.
Como norteador do jornalismo e do compromisso social que o campo de estudo tem, é função do repórter também ouvir sempre todos os lados envolvidos no contexto retratado, além de por em prática os conceitos de noticiabilidade.
Realizar essa ponte entre os fatos do dia-a-dia, dando prioridade para o que causa identificação frente ao público, não é fácil, mas uma meta que impulsiona quem está na frente das câmeras, nos rádios ou divulgando o seu trabalho um jornal ou uma revista.
Para Izabelle Azevedo, que atua como repórter em Macaé, na Rádio Globo, um repórter precisa informar, emocionar e transmitir credibilidade com o seu trabalho. Embora o veículo colabore para essa interação entre emissor e receptor, ela confessa que o oficio exige muita dedicação e empenho.
“Vida de repórter não é mole não. Mas, se você mostra interesse pelo problema do ouvinte, se disponibilizando para auxiliar a fazer o que for possível para solucionar o seu problema, ele percebe que pode contar com você e certamente vai te procurar outras vezes”, afirma Izabelle.
Mônica Oliveira, repórter da área de Jornalismo Esportivo, comenta que também vê no perfil deste profissional um papel diferenciado.
“Somos agentes transformadores da sociedade, nosso trabalho é capaz de fazer certos filtros indispensáveis para alcançar avanços no convívio coletivo. Temos o compromisso também de acompanhar essa realidade mutante, entendendo que o que é interessante para o público hoje, pode não sê-lo amanhã e vice-versa”, pontua Mônica.
A paixão pela profissão é uma característica que pode ser associada a uma boa faixa dos profissionais dessa classe, que escolheram a reportagem como ofício. Critérios importantes como atualidade, impacto, proximidade e notoriedade do assunto apurado, estão sempre em voga. E, portanto, haja disposição e jogo de cintura para driblar os obstáculos.
E por falar, em itens indispensáveis para esse profissional, dedicação é um deles. Sempre há o que melhorar e aperfeiçoar, no intuito de fidelizar o seu público. É nesse momento que Izabelle declara o seu amor pelo rádio.
“Na verdade eu sempre adorei rádio! Quando optei pelo jornalismo foi justamente para trabalhar nesse veículo. A reportagem no rádio precisa ser bem enfática e até mesmo incisiva, já que não temos a imagem e tudo se torna mais rápido”, sintetizou.
Ela afirmou ainda que considera os bastidores uma correria prazerosa. “O rádio, tem magia e que é capaz de encantar quem produz, escreve, lê, e principalmente, quem ouve”, comenta.
Fonte: Necessaire Comunicação
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