Rafael Cortez: Humor, Jornalismo e Cultura
Humorista fala sobre futuro, e diz que não pretende continuar no CQC em 2013
Rafael Cortez nasceu em São Paulo, no dia 25 de outubro de 1976. É jornalista, músico, ator e humorista. Formado em Jornalismo pela PUC-SP, foi colaborador da revista Veja, estudou música, gravando um CD, e aprendeu técnicas circenses e de interpretação. Como palhaço, trabalhou com Sílvia Leblon e Clerouak. Como ator, fez campanhas publicitárias e espetáculos teatrais.
Atualmente, ele atua no CQC, programa da rede Bandeirantes, que utiliza a informação e o humor para criticar a política e cultura nacionais. Cortez produz matérias culturais, devido à paixão por música, poesia, cinema e artes, e apresenta o CQTeste, que testa o conhecimentos de celebridades e famosos.
Durante uma apresentação de stand up comedy, em Montes Claros, Rafael Cortez falou com a reportagem de O Norte sobre a profissão e seus trabalhos.
A faculdade de jornalismo era um desejo seu ou tinha pretensão de fazer outro curso?
Eu nunca tinha pensado em fazer jornalismo. Depois de ter tentando tantas coisas que não deram certo, encantei com a idéia porque seria uma maneira de fazer uma faculdade mais cultural. Tinha a idéia de fazer jornalismo cultural para, também, aperfeiçoar a escrita e a leitura.
Além de jornalismo, você estudou música. Como despertou esse desejo?
Na adolescência sempre fui um grande ouvinte de música, mas não sabia que podia tocar. Aos 17 anos cismei de ter um violão e, entre os 17até 22, toquei bastante. Só não entrei de sola porque é uma vida muito difícil. Muita privação, muita disciplina e eu não tinha tanta paciência.
Na música, qual é o seu maior ídolo?
Nara Leão, Maria Betânia, Caetano, Chico, Public Enemy – de quem tenho uma tatuagem.
Como foi ao entrar no CQC? Qual era sua expectativa?
Foi um desafio enorme. E nunca achei que seria capaz de fazer esse trabalho, não acreditava que iria ganhar a vida como humorista. Quando eu entrei no CQC várias portas se abriram, possibilidade, contatos. Parece que quem está de fora e me vê agora, fala: “Ah! Sortudinho. já teve uma chance!”.
Na real eu vinha fazendo testes dos 20 até os 30 anos, período mais difícil da minha vida. Queria entrar nesse circuito e não conseguia; eu entrei no programa com 31 anos de idade. Foi à realização do desejo antigo de um trabalho midiático com qualidade. Foi quando realmente as portas se abriram.
Pretende continuar no programa ou seguir outro tipo de carreira, tanto musical quanto humorística?
Em 2012, encerra o meu contrato com o CQC. Não pretendo continuar em 2013. Estou cansado e é muito difícil fazer isso para sempre. Não tenho como programar minha vida pessoal: a semana começa e eu não sei o que vai acontecer. Na segunda, sei que estou na bancada, depois não sei o que mais vai acontecer na terça. Na quarta, eles querem que eu viaje; na quinta, não sei. Isso ao longo dos anos vai cansando, desgastando, e outras exigências da vida vão ficando de lado.
Entre humor e música no futuro?
Vivendo cada dia como se fosse o último, fazendo o que mais gosto.
Fonte: O Norte de Minas

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