LULA NEGA ENTREVISTA AO CQC, MAS POR UM BOM MOTIVO
São Bernardo do Campo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na quinta-feira (12) o prêmio João Ferrador, oferecido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC aos que ajudam a promover a cidadania e os direitos humanos. “Esse é meu Oscar”, brincou o político, em um discurso mais curto que de costume.
“Tudo que aconteceu na minha vida aconteceu aqui nessa luta”, lembrou Lula, que iniciou a carreira política presidindo o sindicato em meio à repressão da ditadura. “O Brasil não conhece o sindicalismo feito aqui em São Bernardo. Não há nada mais democrático que a escolha da diretoria desse sindicato.”
A entrega do prêmio coincide com o aniversário de 52 anos da instituição, palco de importantes lutas dos trabalhadores brasileiros. Idealizado pelo jornalista Antonio Carlos Félix Nunes, João Ferrador foi uma charge que apareceu pela primeira vez na Tribuna Metalúrgica em 1972. “Era um personagem que falava coisas que não saíam da boca dos dirigentes sindicais”, relembrou Lula a respeito da necessidade de burlar a censura do regime militar.
“É nosso símbolo maior. Mandava os recados à categoria”, destacou Sérgio Nobre, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos. Ele informou que Lula foi escolhido pela diretoria devido à história de vida, de retirante nordestino a presidente com a maior aprovação da história.
Quando Monica Iozzi usou um megafone para pedir uma entrevista, Lula retomou o microfone e explicou: “Quero ficar pelo menos seis meses sem dar entrevista. Faz pouco tempo que saí da Presidência”.
FRAGMENTOS EXTRAIDOS DO REDE BRASIL ATUAL
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