Palestra com o jornalista Marcelo Tas será nesta sexta-feira em Lajeado
Marcelo Tas, o “comandante” do Custe o que Custar (CQC) vem a Lajeado “abrir os olhos” da moçada às oportunidades
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| Tas: torto, ácido, irreverente, inteligente e elegante. Ele é o show de informação que a Univates apresenta ao Vale nesta sexta-feira. Foto: Divulgação |
Aos 20 anos de idade Marcelo Tas se decidiu pelo jornalismo. Na época, estudante de Engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), ele se apaixonou pelo ofício de contar histórias. Largou as medidas e fórmulas exatas e resolveu apostar em uma nova regra para a informação: aliar o bom-humor ao jornalismo. “Conheci um jornal anarquista de humor, me apaixonei, virei editor dele por dois anos. Encontrei a minha vocação profissional”, conta Tas.
Nascido em Ituverava, no interior de São Paulo, Tas é um cinquentão feliz e orgulhoso do que faz. Inseguro e convicto ao mesmo tempo, ele se define um “rapaz do interior de São Paulo que vive a procura de entender o significado do seu papel nesse mundinho.” Tas diverte pela inteligência. E é essa expertise que Tas vem ensinar na Univates. “Venho mostrar as oportunidades que estão diante dos nossos olhos com a gigante revolução na forma como a gente se comunica, se educa e se insere no mercado de trabalho” – palavra de especialista.
Cara de pau
Tas trabalha na televisão desde 1983. Já teve passagens pela TV Gazeta de São Paulo, TV Cultura, Rede Globo, mas foi em 2008 que ele ficou “famoso” por ancorar o programa Custe o Que Custar (CQC) da TV Bandeirantes – nos moldes de uma atração argentina de muito sucesso. No Brasil, o programa acabou atingindo um público bem diferente que assiste ao CQC dos hermanos. Tas e sua “bagaça”, mirou como uma flecha os jovens. “Nós falamos com um espectro amplo, conseguimos trazer o noticiário político para uma imensa gama de telespectadores que já estava cansada da cobertura convencional e nos tornamos literalmente o programa da família brasileira.” Tas concorda que isso foi um desafio. E é uma constante.
A “chave” do CQC é uma mistura explosiva de humor e jornalismo, dois ingredientes excludentes, que não deviam se misturar. “Um é impreciso, torto, com total liberdade de interpretação; o outro requer apuração, bom senso e sobriedade.” Essa mistura proibida é o combustível que alimenta o CQC. “Fazer o programa é uma alegria e um desafio permanentes. Vivemos numa corda bamba, no limite do possível. É uma rotina dura, mas muito divertida.”
Showrnalismo
O título é uma paráfrase ao escritor José Arbex Júnior – leitura obrigatória de jornalista: aspira ou graduado. A comparação encaixa com o que pensa nosso rapaz de Ituverava. Muito se escuta, e isso é chavão de faculdade de jornalismo: imparcialidade, o distanciamento da emoção. Isso já virou até blá-blá-blá de professor em rede social – não faz muito tempo. Tas tem uma nova teoria para o jornalismo. Para ele, não há como dissociar o entretenimento da informação. “O entretenimento ou mesmo a ficção sempre foram vistos com muito preconceito pelos jornalistas, o que é de se lamentar.”
Para se contar uma história jornalística lança-se mão sempre de técnicas do cinema, da literatura, da ficção e até do entretenimento. Quando o que importa mesmo é manter-se fiel à ética e sinceridade. “Sempre achei engraçado jornalistas que se dizem imparciais. Sempre me pareceu que eles tinham a pretensão de assumir a verdade e neutralidade de Deus, o que convenhamos, para um jornalista, está muito longe da verdade.”
Fonte: O Informativo do Vale



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