Mônica Iozzi: “Sou uma atriz interpretando uma repórter”
Atual repórter do programa CQC fala sobre as complicações de entrevistar políticos no Congresso Nacional

A repórter do CQC (Custe o que Custar), Mônica Iozzi, esteve frente a frente com Antonio Abujamra, no Provocações, onde confessou o seu verdadeiro repúdio à forma como é feita a política do Brasil. “Vou até Brasília para falar com deputados e senadores sobre escândalos de corrupção, sobre a falta de interesse na vida do povo”.
Mônica diz que é difícil entrar no ambiente que, na maioria das vezes, é machista. “É uma coisa simples, fácil de fazer, mas você precisa de uma energia muito grande. Você fica tanto indo lá e as coisas são tão repetitivas, tão desoladoras, que quanto mais perto você chega, vê que é pior. Nunca tem um final esse túnel, ele vai ficando pior”.
A repórter conta que fica assustada com o seu trabalho, de ter que lhe dar com políticos corruptos. “Fico assustada desde o momento em que estou no meu quarto de hotel, colocando a roupa do CQC, que é um terno masculino. Toda vez que acabo de dar um nó na gravata eu fico assustada me perguntando: O que eu vim fazer aqui? Por que eu estou fazendo isso da minha vida? Por que eu me visto de homem e vou para o Congresso ficar aguentando cantada de ‘véio’ caquético?”.
Quem vindo em sua direção ela atravessaria a rua para não ter que cumprimentar? Mônica Iozzi responde sem pudor: “90% das pessoas com quem eu sou obrigada a conviver no Congresso Nacional”. Um desses, mais repudiados pela repórter, é Fernando Collor. “Geralmente a gente tem que disfarçar que não gosta da pessoa para conseguir uma entrevista, mas com o Collor eu não consigo nem disfarçar”.
Ela que é Ribeirão Preto, pensava em se tornar uma bailarina ou uma atriz. Como sentia-se desengonçada demais para ser bailarina, foi estudar Artes Cênicas na Unicamp e acabou repórter de televisão no CQC, escolhida 28 mil candidatos.
Há boatos de que Mônica foi escolhida por se parecer com a repórter do CQC argentino, Ernestina Paes. “Eu gostaria de ser parecida com ela sim. Lá ela é a âncora, o Tas de lá era a Ernestina. Mas é uma pena, pois ela também saiu do programa”.
Hoje ela confessa ser mais uma atriz interpretando uma repórter. “Eu nunca pensei em ser repórter. Eu não faço uma coisa simples”.
Fonte: cmais+


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